Situada no coração da vila de Santar, a Casa Ibérico Nogueira é um bom exemplar de casa beirã urbana com passado agrícola. Construída em granito, tem dois pisos e sótão. Inicialmente, o piso térreo correspondia a dependências agrícolas e o primeiro piso servia de residência aos senhores da casa. Ao que tudo indica, esta construção é de inícios do século XIX. A casa e a quinta que lhe está associada seriam adquiridas por escritura pública, em 1900, por Manuel Joaquim dos Santos, bisavô paterno dos atuais proprietários. A sua filha Maria Celeste casou com António Ibérico Nogueira em 1914 e recebeu a casa como presente de casamento dos seus pais onde o casal passou a habitar até que a dada altura passou a ser usada como casa de férias da família. O seu neto, Francisco, distinto médico da Universidade de Coimbra casado com Maria Emília Osório do Amaral e Sousa Pinto da Cunha Mora, da Casa de Almeidinha, introduziu várias melhorias na casa na década de 1960 e novamente na década de 1980. Após a morte de Francisco Ibérico Nogueira, em 2009, a propriedade de raiz da Casa dos Linhares foi herdada pelo seu filho João, passando o respetivo usufruto a ser partilhado com vários dos seus irmãos.
A partir do pátio atrás da casa, tem-se uma imensa vista quer sobre as novas hortas instaladas no âmbito do projeto Santar Vila Jardim quer sobre a Casa dos Condes de Santar e Magalhães, com a Serra da Estrela ao fundo.
O percurso oferecido ao visitante inicia-se nos Linhares, pertencente e fronteiro à Casa dos Condes de Santar e Magalhães. O Jardim Ibérico Nogueira situa-se numa quota mais elevada em relação aos Linhares, em suave declive, com cerca de 8500 m2, é composto por pomares e hortas, confinados por videiras, onde se promove a agricultura biológica e o cultivo é da responsabilidade de alguns santarenses. Uma pérgula de glicínias, em estrutura de granito e ferro, foi construída para unir este jardim e o Jardim dos Linhares a sul e assim permitir a circulação dos visitantes e utilizadores das hortas.